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terça-feira, 26 de junho de 2012

Está tudo assim tão diferente


Tenho tido imensas vontades de voltar a escrever, mas me faltava a disposição. Entretanto, neste exato momento, não pude lutar contra este desejo de tentar traduzir em frases aquilo que arde em meu mundo interior. Incrível como tudo muda, tudo se transforma. E isso me causa um profundo medo. Apesar de adorar mudanças, pois não me dou muito bem com a rotina, há certas coisas que nunca desejei que mudassem, e isso dói. Não sei se por orgulho, por egoísmo, mas para mim é difícil aceitar certas mudanças.

O desapego é dolorido, o futuro é sombrio, os caminhos misteriosos. Acredito que para tudo que nos acontece há um sentido, que muito provavelmente não podemos entender no presente, mas que será claro no futuro. Mas, pensando melhor, não posso eu afirmar que será claro, se desconheço o futuro. Aí há uma contradição, e de contradições, quem me conhece sabe, sou repleto.

Para mim, o mundo é uma contradição constante, sempre em transformação. E nesta contradição específica, que acabei de citar, causa uma náusea ao pensar que certas situações que passamos, ou sentimentos que vivemos, podem não ter sentido nem agora e nem depois. Podem simplesmente passar, e então poderá haver um buraco na nossa história. É possível que desvendaremos o mistério no misterioso evento da morte, ou da vida eterna como sugere o Cristianismo. Acreditar nisso causa esperanças. Para quem não tem esperanças, na minha opinião, vive mais infeliz. Eu prefiro acreditar na visão cristã.

Mas voltando às mudanças, constantes nos segundos que se passam, crescemos. Engraçado agora o que escrevi. Não sei se engraçado seria a palavra correta, mas foi a primeira característica que me veio em mente. "Constantes nos segundo que se passam". O próprio tempo muda. O tempo nunca é o mesmo.

E numa nova tentativa de voltar às mudanças... com uma pausa para que eu possa pensar e refletir... Como é difícil traduzir e organizar meus pensamentos!

Pessoalmente falando (achei isso redundante, já que estou escrevendo subjetivamente), estou vivendo mais do que nunca as mudanças em minha vida. Estou buscando novos rumos para mim, fazendo novas escolhas, novas decisões. Isso já não é fácil, ter que voltar atrás... Esqueça o "voltar atrás", pois não gosto e não concordo com esta expressão, que pra mim significa decrescer. Utilizaremos o "recomeçar": Isso já não é fácil, ter que recomeçar. E para complicar mais, percebo que, além de mim, as pessoas também mudam. E o que é mais difícil aceitar é quando aquelas a quem mais amamos mudam em relação a nós. Aqueles que um dia disseram para sempre, acrescentam depois o "enquanto durou". Aqueles que eram melhores amigos se tornam desconhecidos. Aqueles que faziam tudo conosco se tornam indiferentes a nós.

Mas também há aqueles que mudam de modo a se aproximar de nós. Pessoas que vencem os obstáculos e a si mesmas para perdoar e renovar, de forma mais bela. Há pessoas que acreditávamos que nunca teríamos um relacionamento como temos hoje. E há pessoas muito complicadas de se entender, como eu!

Acho que estou enrolando e não chegando a nenhuma conclusão. Me sinto um pouco perdido. Mas os pensamentos são sempre assim, confusos, desorganizados e cheios de entrelinhas...

As mudanças nos faz crescer e aprender com a vida, e quanto mais dolorida, mais crescemos e aprendemos, se soubermos dar sentido à elas. O difícil é aguentar as dores que nos causam. Mas há a expectativa de que se alguém se afasta de nós, é para que ela volte para nós um dia, de um jeito melhor, mais verdadeiro. Se precisamos recomeçar nossas vidas, nossos caminhos, é para que daí para frente sejamos melhores e mais felizes, mais realizados.

Eu desejava escrever algo para explicar as mudanças neste blog, e descrever como ele será. Mas talvez seja melhor escrever sobre a mudança em si. O que será do blog, descobriremos juntos. Eis o meu desejo. Mas lhe digo que minha vontade é escrever sobre a alma humana. E preciso de sua ajuda. Contarei o que sinto, partilharei meus sentimentos, e espero sinceramente partilhar os seus. A isso dei o nome de Vagalumear.Vagalumear é uma vocação. É estar pelo outro, sentir com o outro. Vagalumear é levar a Luz às trevas. Algo que aprendi, mesmo bem depois de escolher ser vagalume, é que os vagalumes não são como as estrelas, sempre brilhantes, sempre iluminadas. Os vagalumes não são constantes, eles também têm seus momentos de trevas. E assim faz melhor sentido: Precisamos uns dos outros.

Desejo mudar o mudar o mundo, melhorá-lo e, falando de mudanças, preciso ser a mudança que quero no mundo. As mudanças doem sim, mas nos são necessárias. Porém, as mudanças devem ser acompanhadas de esperanças, para não sofrermos em vão. E eu espero ansiosamente que tudo se melhore. E por aí ando vagalumeando.


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