Durante estes últimos dias estive perguntando-me sobre o sentido de minha vida, e agora estou, a cada momento, refletindo sobre isso.
Acredito que minha existência não é um acaso, e que todo este turbilhão de sentimentos e pensamentos que faz uma bagunça em meu interior existe para que me ajude nesta missão de descobrir o sentido da minha vida. Com certeza todos nós questionamos isso em algum momento de nossa existência. Isso reflete que realmente há algo muito maior que rege tudo, inclusive o tempo.
Refletindo, senti um desejo intenso de melhorar, de aprender. Não digo o aprendizado de grandes conhecimentos e ciências, mas o aprendizado de viver, de amar, de ser simples.
Quero aprender a respeitar as pessoas, todas elas, independente do que tenham feito ou de quem sejam. Quero aprender a não condenar ou julgar, mas a olhar para mim mesmo e me ver nas minhas fraquezas e limitações, percebendo que não sou diferente de ninguém, que não sou superior a ninguém para me achar no direito de condenar. E mesmo não sendo diferente, reconhecer que sou único.
Eu e minhas constantes contradições! E esta é a que mais gosto: Ser igual e único ao mesmo tempo. Coisa bela isso!!!
Que eu aprenda a melhorar a cada dia, a respeitar a natureza e o espaço que me foi concedido para habitar, a reconhecer a maravilhosa criação que me cerca, a agradecer a cada manhã pelo dom de viver. Quero aprender a amar, livremente. Preciso aprender a respeitar e valorizar a mim mesmo, ao meu corpo, templo este em que habita Deus. Sim! Deus habita em mim! Que coisa maravilhosa!
Ontem na igreja me falaram de um senhor bêbado. Este senhor bêbado levou outros senhores bêbados consigo. E poxa! Ele fez muito mais que eu! Muito mais que qualquer cristão que se diz sóbrio. Senti uma alegria imensa ao perceber isso. Com este senhor aprendi que, estando na igreja, não devo reparar em ninguém, mas em mim mesmo, preciso ser atrevido para comungar a presença de Deus. Eu vou à igreja para que afinal? Não é nem para conversar, nem para reparar, para desfilar.
Quero aprender que o batimento do meu coração é muito mais importante que levantar minhas mãos para que os outros percebam que estou louvando a Deus. Quero aprender que o silêncio é a melhor palavra, e que a palavra foi criada para ser calada.
Quero aprender a temperar minhas atitudes, minhas palavras, meus sentimentos, meus pensamentos. E que o tempero seja o equilíbrio necessário.
Tantas coisas para escrever, para contar, mas... quero aprender a silenciar e saborear.
Não quero ser o melhor, mas apenas ser melhor.


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