Parar de mentir. Parar de sonhar.
Deixar de acreditar que algo é possível.
Aceitar que tudo se tornou ódio, repulsa, desespero.
Ódio que parece amor, mas não passa de desprezo.
Ódio a si mesmo, ódio a todos, a tudo.
Não se aceitar ao ver-se no espelho, refletido nas águas escuras.
Não desejar outra coisa que não a solidão indolente.
Essa chuva que cai e não molha, mas rasga a pele.
O sangue escorre com as lágrimas causadas pelo medo.
É só medo que existe.
É só medo deste vendaval, desta tempestade.
Eles nunca passam.
Vagabundo que vaga, sem rumo, rumando ao vazio.
Angustia, tristeza, solidão. Leva consigo. Egoísmo.
Sem remo, sem guia, sem esperança.
Redemoinho que tudo revira, tudo engana.
Revira o passado, o presente e o futuro.
Destrói os caminhos, os planos, o barco.
Não para de rodar, e tudo se torna ilegível.
Neste tonto barco que tontamente se deixa levar, se deixa cair.
No redemoinho.
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Um comentário:
Como vc me disse.... também, muitas vezes, me sinto assim... =/
Mas a fé é o que nos move!!
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